PASTORAL DA FAMÍLIA

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Não se leva a faca à boca

Não se leva a faca à bocaDurante o tempo de férias, conseguimos estar mais tempo e de uma forma mais descontraída com os nossos filhos, sobrinhos, afilhados e até netos. É um tempo que normalmente aproveitamos para estreitar laços familiares, revendo-nos e muitas vezes surgem expressões como "estás mais alto", ou "que diferente estás!" e "que alegria em que passes estes dias de férias connosco".

Felizes daqueles que podem passar uns dias de férias com os pais e avós, porque guardarão nas suas memórias os momentos de partilha, de diálogo e de confronto com outras maneiras de estar e sentir, o que contribui para o crescimento dos nossos jovens.

Os mais velhos, como educadores, devem também empenhar-se em preparar esses momentos de vivencia familiar. Preparar é planear, imaginar experiências e momentos que sejam atraentes para ambas as gerações.

Muitas vezes à mesa partilhamos ideias ou apresentamos aos outros as situações mais marcantes de um ano de trabalho, dos diálogos e confrontos nem sempre fáceis com os colegas de escola, ou de novos contextos de aprendizagem que a escola proporcionou. E é também à mesa que muitas directrizes são dadas, sugestões que ajudam a formar o carácter dos mais novos e conselhos para os integrar numa sociedade competitiva e pouco tolerante.

Não se leva a faca à boca é uma das muitas expressões que se soltam, quase que num impulso, dos educadores empenhados em dar aos mais novos a noção de como comer com garfo e faca. Saber estar à mesa é o primeiro passo para saber como estar em sociedade. E é triste ver que alguns jovens e outros menos jovens não têm noção de que nunca se leva a faca à boca, da mesma maneira que não se come com as mãos.

Muitos há que não podem passar uns dias de férias com os familiares mais afastados e não vivem estas experiências de convivência familiar que ocorrem quase de ano a ano. A esses são muitas vezes proporcionadas experiências de ATL que podem ser extraordinariamente marcantes pela criatividade, imaginação e apontamentos culturais que encerram.

Valorizamos todos os centros de ATL e todas as instituições de um modo geral que se empenham numa verdadeira atitude construtiva, num ensino que distinga o bem do mal, levando a criança ou adolescente a fazer as suas próprias escolhas, aprendendo a respeitar o próximo. Apoiar e complementar sempre a acção educativa das famílias é o que se pretende destas instituições.

Aprender fazendo, é muitas vezes o lema dos programas de ocupação de férias para jovens. Por isso vemos que ao longo de algumas semanas os jovens são orientados para desenvolver projectos temáticos em diferentes áreas: voluntariado, desporto, artes, história, ciência ou tecnologia são os temas mais recorrentes.

Se no voluntariado se prevê muitas vezes uma intervenção junto de Centros de Dia para idosos ou em Instituições de Solidariedade Social, já por outro lado há programas que ao nível de conhecimentos de turismo procuram dar a conhecer algumas das características deste sector, por exemplo nos "sabores e licores" em que é preciso ensinar a beber para evitar que muitos jovens sejam vencidos pelo álcool.

Crescer é adquirir bagagem cultural e intelectual, sabendo estar e comportar-se em diversos meios ou ambientes. As férias são, assim, um tempo por excelência em que os educadores (e todos os adultos são educadores...) não se demitem, antes procuram transmitir os valores que formam para a vida.

Seja nas actividades entre os vários membros da família, seja nos ATL ou ludotecas, o importante é que haja projectos que pretendam responder à necessidade de ocupação de tempos livres, com brincadeira, diversão, mas que se constituam como construção de novas aprendizagens com valores humanos.

Boas férias!

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