PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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Crer em Jesus, Filho de Deus

Crer em Jesus, Filho de Deus "A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Eu é que O conheço, porque procedo d'Ele e foi Ele que me enviou. (Jo 7, 16.29)"

Como conhecemos Jesus? Deixamos que Ele entre nas nossas vidas, na nossa família? Neste Advento, acolhemos e anunciamos Deus que assumiu forma humana e que se fez um de nós para nos indicar o caminho, a verdade e a vida?

 

Jesus, a Palavra que vem do alto, o Filho de Deus Pai, assume a nossa humanidade, cresce como um jovem no seio de uma família, vive a experiência da religiosidade e da lei, assume o quotidiano ao ritmo dos dias de trabalho e do descanso do sábado. Porém, se temos dificuldade em levar Jesus a sério e em viver como Ele viveu, é porque ainda não experimentámos Deus como o nosso Abba (paizinho / pai querido). A fonte da sabedoria de Jesus, da sua transparência, da sua confiança e liberdade radical é a experiência que Ele faz de Deus como o seu Abba. Sem ter isso em conta, é para nós impossível compreender porque razão e de que forma Ele fazia tudo o que fazia.

Nestas catequeses domésticas pretendemos levar o leitor a assumir a importância do apelo, da denúncia e sobretudo da maneira de ser e de viver Cristo nos dias de hoje. Maneira de ser simples e directa, radical até sobre a forma como vemos os outros seres humanos e como nos vemos a nós próprios; como seleccionamos prioridades e como somos capazes de pôr de lado os costumes das sociedades mais evoluídas do nosso tempo.

Ora para levar Jesus a sério é preciso corresponder ao seu desafio: amar os nossos inimigos, oferecer a outra face, perdoar setenta vezes sete, bendizer aqueles que nos insultam, partilhar com os pobres aquilo que temos e, afinal, colocar toda a nossa esperança e confiança em Deus.

Ele leu os sinais do seu tempo e ensinou os seus discípulos a fazerem o mesmo: "como se vê, sabeis interpretar o aspecto do céu, mas quanto aos sinais dos tempos, não sois capazes de os interpretar" (Mt 16, 3).

Jesus é Aquele que nos ensina as prioridades da fé, na óptica do relacionamento familiar: "Estes são minha mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de meu Pai, que Me enviou, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Lc 8, 21).

Jesus, na obediência ao Pai, apresenta-se como protagonista de uma missão: dar-nos a conhecer a vontade do Pai: "Esta é, pois, a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6, 40). É uma missão de amor por todos nós que Ele resume num só mandamento: "Dou-vos um mandamento novo. Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei." (Jo 13, 34) Mas o verdadeiro amor não se exprime apenas com palavras, mas com obras e em verdade.

No entender de Jesus, amar a Deus é uma resposta grata e alegre ao amor incondicional de Deus. É uma resposta espontânea à experiência de Deus como Pai cheio de amor e carinho. No entanto muitos cristãos pensam que primeiro teremos de ser nós a fazer um esforço tremendo para obedecer ao mandamento do amor a Deus, quando afinal não assumimos o que Jesus nos vem afirmar: que o amor de Deus vem em primeiro lugar ao nosso encontro.

É o próprio Jesus Cristo que tem uma preocupação com cada um de nós. De facto, Ele tratava toda a gente que encontrava (e não só os seus amigos) como indivíduos únicos. Isso era possível porque Ele via toda a gente como uma pessoa, como um sujeito. Amava o seu próximo como a si mesmo, ou como "outro eu".

Na realidade, Jesus identificava-se com todos os outros seres humanos e aponta-nos essa atitude como caminho. Será este o verdadeiro sentido do Natal: crer em Jesus, Filho de Deus Pai, que vem ao nosso encontro, para que nos encontremos com o próximo.

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