Catequese doméstica: No calor da fé

Catequese doméstica: No calor da féA fé da Igreja é uma fé trinitária confessando um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Dizer que temos fé, é assim, proclamar que estas três Pessoas Divinas (embora distintas entre si) são um só Deus: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho.

Não podemos aceitar que um "cristão adulto" afirme que a fé é "acreditar em algo"... Ter fé é acreditar num só Deus, o que implica conhecer a sua grandeza e majestade, viver em ação de graças e confiar sempre n'Ele, até nas adversidades.

Como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em ti, que também eles estejam em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste. Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um como Nós somos um: Eu neles e Tu em Mim para que sejam perfeitos na unidade e assim o mundo saiba que Tu Me enviaste e os amaste como Me amaste a Mim. (Jo 17, 21-23)

O mistério da Santíssima Trindade, um só Deus em três Pessoas, é aqui afirmado por Jesus com toda a clareza: o amor vem até nós pela ação do Espírito Santo. Jesus quer revelar-nos este mistério antes de dar a sua vida e ressuscitar. Jesus pede ao Pai uma aparente incoerência, considerando a nossa condição de pecadores: que todos sejamos um, como Ele, o Pai e o Espírito de Amor são um.

Com a quarta-feira de cinzas iniciámos o tempo composto por um período de quarenta dias de preparação, designado por Quaresma: uma caminhada que há-de ser o acolhimento do convite que o Senhor nos faz, de nos abeirarmos dele com verdade e confiança. É preciso que tenhamos coragem e desejo de nos enriquecermos de luz através da sua Palavra e poderemos assim perceber no Evangelho este grande projeto de amor e ação permanente de Cristo Redentor connosco.

Para o mês de Março o Papa Bento XVI exortou os fiéis a rezar pelo reconhecimento do papel da mulher na sociedade e pelos cristãos perseguidos especialmente na Ásia, porque são discriminados, perseguidos e condenados à morte por causa do nome de Cristo.

No Ocidente vamos deixando cair o dom da fé que cada um recebe no batismo. Parece que estamos instalados no calor de uma fé que vivemos com pouco entusiasmo, ao passo que em terras longínquas há quem precise da nossa oração para que se sinta mais forte em anunciar o amor de Deus pelo homem.

É pela necessidade de imprimir um novo vigor no alargamento da fé cristã, que se impõe o ardor de uma Nova Evangelização na Europa.