PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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IV. Dois que se tornam um

IV. Dois que se tornam umNão fomos feitos para ficar sozinhos. Os seres humanos precisam uns dos outros e se complementam. A amizade e a comunidade satisfazem aquele anseio por laços de interesse comum e amor. O matrimónio é uma forma íntima e singular de amizade que convida um homem e uma mulher a amar um ao outro aos moldes da Aliança Divina. O matrimónio é um sacramento. O amor matrimonial é frutífero e ofertado sem reservas. Este amor está abarcado na imagem de fidelidade de Jesus à Igreja.

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V. Criando o futuro

V. Criando o futuroO casamento deve ser fecundo e aberto às novas vidas. As crianças modelam o futuro, da mesma forma que elas mesmas são formadas em suas famílias. Sem as crianças não pode haver o futuro. Crianças criadas com amor e orientação são a base para um futuro de amor. Crianças feridas prenunciam um futuro ferido. As famílias constituem o fundamento para todas as outras formas de comunidade. As famílias são igrejas domésticas, lugares no quais os pais auxiliam os filhos a descobrirem que Deus os ama e tem um plano para a vida de cada um.

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VI. Todo amor dá fruto

VI. Todo amor dá frutoNem todos são chamados ao matrimónio. Mas toda vida é destinada a ser fecunda. Toda vida tem o poder e a necessidade de nutrir nova vida – se não for por meio da geração e criação de filhos, então por outros meios vitais de doação, realização de obras e de serviços. A Igreja é uma família com diferentes vocações, cada uma distinta, mas cada uma necessita das outras e se apoiam mutuamente. O sacerdócio, a vida religiosa e a vocação do celibato laical enriquecem e são enriquecidos pelo testemunho do estado matrimonial. As diferentes maneiras de ser casto ou celibatário fora do matrimónio são formas de doar a vida ao serviço de Deus e da comunidade humana.

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VII. Luz num mundo de trevas

VII. Luz num mundo de trevasEm seu ápice, a família é uma escola de amor, justiça, compaixão, perdão, respeito mútuo, paciência e humildade em meio a um mundo encoberto pelo egoísmo e o conflito. Neste sentido, as famílias ensinam o que significa ser humano. Contudo, são muitas as tentações que surgem procurando nos induzir a esquecer que o homem e a mulher foram criados para a aliança e a comunhão. A pobreza, a ostentação da riqueza, a pornografia, a contraceção, além dos erros de natureza filosófica e intelectual são exemplos de elementos que podem suscitar contextos de desafio ou ameaça para a vida saudável da família. A Igreja resiste a tudo isso em nome da proteção da família.

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VIII. Um lar para o coração ferido

VIII. Um lar para o coração feridoAtualmente muitos enfrentam situações de sofrimento resultantes da pobreza, das deficiências, das doenças, das drogas, do desemprego e da solidão vivenciada pelos idosos. Além disso, o divórcio e as questões dos indivíduos com atração por pessoas do mesmo sexo impactam a vida das famílias de distintas e intensas formas. As famílias cristãs e os grupos familiares deveriam ser fontes de misericórdia, segurança, amizade e apoio para aqueles que lutam com estas questões.

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IX. Mãe, mestra, família: a natureza e o papel da Igreja

IX. Mãe, mestra, família: a natureza e o papel da IgrejaA Igreja possui suas instâncias institucionais, pois deve atuar no mundo. Contudo esse aspeto não contempla toda a sua essência. A Igreja é a Esposa de Cristo, ela não é algo neutro. Nas palavras de São João XXIII, Ela é nossa mãe e mestra, nosso conforto e guia, nossa família de fé. Mesmo quando seus membros e líderes pecam, ainda precisamos da sabedoria da Igreja, dos sacramentos, do apoio e da proclamação da verdade, pois ela é o próprio Corpo de Jesus no mundo; a família do povo de Deus em larga escala.

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X. Escolher a vida

X. Escolher a vidaDeus nos fez com um propósito. Seu amor é a nossa missão. Esta missão nos capacita a encontrarmos nossa verdadeira identidade. Se escolhermos abraçar esta missão, teremos uma nova perspetiva em relação a muitas questões, não somente em relação à família. Viver a missão da igreja doméstica significa que as famílias católicas, por vezes, viverão como minorias, com valores distintos daqueles da cultura à sua volta. Nossa missão de amor nos exigirá coragem e fortaleza. Jesus nos chama, e podemos dar a resposta optando pela vida de fé, esperança, amor, alegria, serviço e missão.

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