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O Amor mais forte do que o ódio

O Amor mais forte do que o ódioEstá nos cinemas um filme que recomendamos pela sua mensagem de firmeza na fé. Assente num acontecimento real de perseguição e chacina em 1996 na Argélia, Dos homens e dos deuses, aborda os últimos momentos da vida dos monges trapistas do mosteiro de Nossa Senhora do Atlas, na Argélia, raptados por um grupo terrorista de matriz islamista, e depois assassinados em condições ainda não bem esclarecidas, em 1996.

Um sucesso esperado junto do público católico, mas também um inesperado sucesso junto de não crentes, atraídos pela qualidade artística do filme (seleccionado como candidato francês ao Óscar) e, sobretudo, pelo testemunho desses homens e as questões que ele coloca sobre o sentido da vida, do amor e da morte.

O enredo do filme centra -se no dilema destes monges que, perante as ameaças que pairam sobre os estrangeiros que habitam a Argélia, correm risco de vida e enfrentam a decisão de deixar, ou não, o local onde vivem há anos, partilhando a vida simples e pobre da população local, a quem um deles presta serviços médicos gratuitos, numa harmonia que supera as diferenças entre cristãos e muçulmanos.

São pessoas comuns, não são heróis sobre -humanos e querem viver. Mas, por outro lado, não querem ceder perante quem quer impor a sua vontade com a força das armas e, sobretudo, sentem que a sua missão junto daquele povo não está terminada; que escolheram partilhar a vida desse povo e com ele se querem identificar também na pobreza de quem não tem meios de fugir; que não podem abandonar esse povo aos terroristas, porque "o pastor não abandona as suas ovelhas quando vem o lobo".

Se não por fosse por outro motivo, o facto de o testemunho destes homens chegar agora a tanta gente pelas telas dos cinemas, ajudando -as a aproximarem -se de Deus, faz -nos ver que esta morte não foi sem sentido e que o martírio é fecundo, como se diz desde a Antiguidade. É graças a pessoas como eles que é possível "acreditar que o amor é mais forte do que o ódio, que a vida é mais forte do que a morte, porque só quem tem uma razão para morrer, tem uma razão para viver".

Adaptado de um texto de Pedro Vaz Patto

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