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Criança hoje, homem amanhã

Criança hoje, homem amanhãNo passado dia 1 celebrámos o Dia Mundial da Criança, data em que as crianças são o centro das atenções. Organizam-se habitualmente diversos eventos e atividades para as crianças, de forma a celebrar o Dia Mundial da Criança, embora a data de comemoração seja diferente de país para país.

Em Portugal, o Dia Mundial da Criança normalmente impulsiona atividades como visitas escolares, leitura de textos, declamação de poemas, desporto, desenho, etc. Há frequentemente novos programas televisivos e as livrarias oferecem descontos em livros infantis, os parques de diversões e locais de festas para crianças enchem.

Tudo parece ser festa e a criança é o centro de todas as iniciativas.

Será bom, porém, que os adultos se empenhem em oferecer às crianças de hoje – homens e mulheres de amanhã – uma perspetiva social, de forma a evitar egoísmos e a incentivar a partilha.

Um bom exemplo que pode envolver as crianças foi o que registámos muito pontualmente neste ou naquele local de recolha de alimentos para o Banco Alimentar: a presença de algumas crianças no passado fim-de-semana contribuiu para que aumentassem quase 4% os donativos ao Banco Alimentar. Foram recolhidas mais de duas mil toneladas de alimentos – número que supera a campanha de Maio do ano passado. Afinal há também muitas crianças que são destinatárias dos alimentos aqui recolhidos.

Será importante acreditar que o compromisso dos adultos de hoje – família, padrinhos e educadores em geral – se tem de revelar como promotores de justiça, na defesa de crianças e adolescentes, de pessoas com necessidades especiais, de pobres e de idosos e do meio ambiente.

Ao inverso do que aqui testemunhamos, ficamos preocupados com o facto de muitos quererem percorrer um caminho fácil para encontrar a felicidade e a New Age (Nova Era) é perigosamente uma nova maneira de estar no mundo. Porque, em nome de um profundo conhecimento de Deus, acaba por distorcer a Sua Palavra, substituindo-a por palavras que são apenas humanas.

Alerta então aos adultos de hoje sobre esta onda de um orgulhoso individualismo, centrado num endeusamento imanente do próprio ego, que significa a adoração de si mesmo.

É este pois o perigo de se celebrar o Dia Mundial da Criança de uma forma absolutamente material, sem se apontar os valores humanistas e em especial numa atenção e dedicação em partilha com os mais desfavorecidos.

Formar crianças para a vida é, afinal, um desafio que se torna absolutamente empolgante quando constatamos o desabrochar da semente que cada um foi regando, numa formação educativa empenhada e socialmente responsável.

Texto escrito por diác. JPauloRomero, publicado na rubrica Familiarmente do Jornal Voz da Verdade de 14 de Junho de 2015 

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