PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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Familiarmente - Maio 2017

Familiarmente - Maio 2017

ComTributo à Igreja

Continuação do Capítulo IV.

Alegrar-se com os outros

Ponto importante, mas muitas vezes esquecido. Diz-nos o Papa Francisco: ”Isto é impossível para quem sente a necessidade de estar sempre a comparar-se ou a competir, inclusive com o próprio cônjuge, até ao ponto de se alegrar secretamente com os seus fracassos.” Em 2COR 9,7, está escrito que: “Deus ama quem dá com alegria”, ou seja “Nosso Senhor aprecia de modo especial quem se alegra com a felicidade do outro.” Deveríamos de facto ser mais felizes, e “A família deve ser sempre o lugar onde uma pessoa que consegue algo de bom na vida sabe que ali se vão congratular com ela.”

Tudo desculpa

A missão de Deus aponta sempre para o máximo: tudo. É este o caminho. “Os esposos, que se amam e se pertencem, falam bem um do outro, procuram mostrar mais o lado bom do cônjuge do que as suas fraquezas e erros.” O ponto 113 é de leitura obrigatório para os esposos. Termina assim: “O amor convive com a imperfeição, desculpa-a e sabe guardar silêncio perante os limites do ser amado.”

Confia

                Partir do princípio certo. É este o ponto de partida. “Não se trata apenas de não suspeitar que o outro esteja a mentir ou a enganar; esta confiança básica reconhece a luz acesa por Deus que se esconde por detrás da escuridão, ou a brasa ainda acesa sob as cinzas. É precisamente esta confiança que torna possível uma relação em liberdade. Não é necessário controlar o outro, seguir minuciosamente os seus passos, para evitar que fuja dos meus braços. O amor confia, deixa em liberdade, renuncia a controlar tudo, a possuir, a dominar.”

Tudo suporta

O que significa isto? “É manter-se firme no meio de um ambiente hostil.”, diz-nos o Papa Francisco. Quantos vezes por dia, somos nós desafiados a sermos fiéis a Tudo suporta? E vai mais longe: “É amor que apesar de tudo não desiste, mesmo que todo o contexto convide a outra coisa.”

Crescer na caridade conjugal

O Papa Francisco vai-nos deixando avisos. Em relação aos casais diz-nos: “…não se deve atirar para cima de duas pessoas limitadas o peso tremendo de ter de reproduzir perfeitamente a união que existe entre Cristo e a sua Igreja, porque o matrimónio como sinal implica «um processo dinâmico, que avança gradualmente com a progressiva integração dos dons de Deus».”

A vida toda, tudo em comum

                A analogia entre Cristo+Igreja e Homem+Mulher é retratada pelo Papa Francisco, usando uma expressão de São Tomás de Aquino. “Depois do amor que nos une a Deus, o amor conjugal é a «amizade maior».” O amor tem características da amizade, mas “O matrimónio, porém, acrescenta a tudo isso uma exclusividade indissolúvel, que se expressa no projecto estável de partilhar e construir juntos toda a existência.” A exigência que traz felicidade: “Um amor frágil ou enfermiço, incapaz de aceitar o matrimónio como um desafio que exige lutar, renascer, reinventar-se e recomeçar sempre de novo até à morte, não pode sustentar um nível alto de compromisso.” O matrimónio tem também características da paixão, mas “…orientada para uma união cada vez mais firme e intensa.” A amizade, que une homem e mulher “…adquire um caracter totalizante, que só se verifica na união conjugal.” 

Bruno de Jesus


Ainda na rubrica do Familiarmente deste mês de Maio:

15 de Maio – Dia Internacional da Família

Ainda sobre a formação de agentes de Pastoral Familiar

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