PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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O Vínculo

O VínculoAo Papa João Paulo II, as montanhas sempre lhe provocaram um fascínio especial, nesse cenário majestoso e possante, onde no silêncio imponente dos montes, nos apercebemos do sentido do infinito!

Como seria bom que os jovens a caminho de uma decisão deveras importante para as suas vidas, como é o matrimónio, fizessem a experiência de subir a uma montanha e ali, contemplando a criação, penetrando na ordem admirável de todo o universo, fizessem oração de adoração e abandono confiante.

Meditando em inúmeras passagens bíblicas, nomeadamente na Transfiguração de Jesus no monte Tabor, com Pedro, Tiago e João, a subida ao monte é um pequeno passo para se perceber a magnificência e omnipotência de Deus, criador do universo e redentor do género humano. E como isto é importante para a vida do casal !

A Igreja tem, de uma forma geral, seguido as indicações dos últimos Papas sobre a necessidade de uma forte e ampla preparação dos casais para o matrimónio. A Igreja de Lisboa, pelas palavras do Senhor Cardeal Patriarca, tem vindo a acentuar uma profunda consciência numa Pastoral Pré-matrimonial, que vise a plena consciência do vínculo dos noivos, na sua união sem prazo para a vida em comum.

Nas equipas de preparação para o matrimónio (CPM), com o entusiasmo testemunhal de muitos casais animadores, dá-se corpo às indicações do Papa Francisco: «A principal contribuição para a pastoral familiar é oferecida pela paróquia, que é uma família de famílias» (Amoris Laetitia, nº 202). Não se pense que os noivos vão fazer algum curso para se poderem casar pela Igreja. Eles vão abordar temas e partilhar situações de vida que os fortalecerão perante as adversidades que surjam pelo caminho. Aliás o Senhor D. Manuel Clemente referiu recentemente que, sendo a Palavra de Deus que nos suscita a fé, este caminho de Igreja implica que “apresentemos sempre e com toda a clareza o ensinamento de Cristo sobre o matrimónio (cf. Mt 19, 1 ss e Mc 10, 1 ss).”

O Papa está tão convencido desta prioridade de vincular as famílias para vincular a sociedade que ainda este ano insistiu, falando ao corpo diplomático acreditado no Vaticano, a 8 de janeiro: «… não se mantém de pé uma casa construída sobre a areia de relacionamentos frágeis e volúveis, mas é preciso a rocha, sobre a qual assentar bases sólidas. E a rocha é precisamente aquela comunhão de amor, fiel e indissolúvel, que une o homem e a mulher, comunhão essa que tem uma beleza austera, um caráter sacro e inviolável e uma função natural na ordem social».

Lembrando ainda as palavras do nosso Bispo, o Cardeal Patriarca, e tomando-as para a vida matrimonial, “aprendamos a conviver com Deus, com os outros, com a criação inteira, reforçando cada comunidade familiar por ação da Igreja, família espiritual de todos.”

Vamos Casar, SIM! Mas que essa decisão bem assumida seja como o subir às montanhas, onde esteja sempre o sinal da peregrinação que conduz às alturas, que nos conduz a Deus.

Diác. JPauloRomero

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