PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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Esperança - Familiarmente Julho 2018

Esperança - Familiarmente Julho 2018Hoje em dia, muito frequentemente, o homem (ser humano) não sabe o que traz no interior da sua alma e do seu coração. O homem procura-se a si mesmo numa certa insegurança acerca do sentido da vida e a dúvida transforma-se em desespero, pois falta-lhe a esperança. Esperança de ser capaz de construir um futuro melhor, mais pleno de recursos e de segurança.

É reflexo desta problemática a questão da natalidade em Portugal, sabendo-se que os casais gostariam de ter mais filhos mas adiam a decisão por razões económicas e por ser difícil conciliar a vida pessoal com as exigências profissionais. Ora os jovens de hoje ao se colocarem perante os desafios da natalidade precisam de confiança, audácia e do sentimento mais nobre que tudo abarca, que é a fidelidade, um valor tão relegado para último plano num mundo descartável como aquele em que vivemos.

“Não tenhais medo! Abri, ou melhor, escancarai as portas a Cristo!” são palavras que, em Outubro de 1978, escutámos do recém-eleito Papa João Paulo II. Há quarenta anos, decerto todos de uma forma geral, mas especialmente os jovens, ficaram tocados com esta lufada de ar fresco que dava à Igreja um novo impulso e ninguém imaginava quão longe levariam estas palavras e que caminhos belos se abririam entretanto.

Todos sentimos uma grande esperança, isto é, todos nos sentimos revigorados e confiantes nas capacidades de cada um para abraçar novos desafios, sendo o maior, o desafio de uma nova evangelização, esclarecidos por uma sempre necessária Catequese de Adultos onde se dissipem as dúvidas e se compreenda o sentido de Deus que, por seu Filho Jesus, nos convida a apostar na vida contra o pecado e contra a morte.

“Abri os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo!” são ainda palavras de João Paulo II que impulsionam, que nos enviam com entusiasmo e com uma grande confiança. Por isso questiono-me sobre a disponibilidade de muitos que hoje não põem os seus talentos a render, ou seja, não oferecem as suas capacidades do “saber” para combater a preferência pelo “ter”. Para quando voluntários para um “Banco de Tempo”, em que cada um pode dar do seu tempo e do seu saber?…

Há quarenta anos, tal como hoje com o Papa Francisco que é tão amado tanto por crentes, como por indiferentes, somos chamados a levar a esperança aos mais tristes e desesperados, com as palavras de Jesus Cristo, anunciando a Boa Nova de uma vida com sentido aqui na Terra, na esperança da vida eterna na intimidade com Deus nos Céus.

Diácono JPauloRomero


Ainda na edição do Familiarmente deste mês de julho de 2018:

Missões Familiares Católicas |  Arraiolos

ENS – Encontro Internacional Fátima 2018

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