PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

RSS Feed Facebook Subscreva a nossa Newsletter Contacte-nos

Educar Com Liberdade | Familiarmente Janeiro 2020

Escola de Pais – III

EDUCAR COM LIBERDADE

O que é que permite, a alguém que educa, aceitar a liberdade do outro? Como é que se pode confiar, quando se observa que o outro é vulnerável, não está ainda maduro e corre muitos riscos quando exposto ao mundo? 

Educar Com Liberdade | Familiarmente Janeiro 2020

Antes de mais, uma personalidade adulta só se forma enfrentando, por si própria, os diferentes desafios da vida, com responsabilidade nas suas escolhas. É preciso pôr os filhos em contacto com o ambiente humano, na sua diversidade, e favorecer um encontro pessoal e progressivamente autónomo com a realidade que os rodeia. Aquilo a que vulgarmente se chama ‘dar liberdade aos filhos’ é o âmago da educação, o ponto de verificação de tudo o que se fez até aí e a possibilidade de eles se fortalecerem, mesmo que através de algumas quedas, como acontece com todos nós. 

O ponto fulcral está na natureza humana, que traz uma marca que é comum aos filhos e aos pais. Na adolescência, a necessidade de afirmação por oposição e o fascínio pelos estilos do tempo, que comportam em geral alguma ruptura com o passado, tendem a cavar um fosso cultural entre as duas gerações, que é mais aparente do que real. Há uma linguagem de gostos, instrumentos, hábitos e preferências dos mais novos que os mais velhos não dominam. E os mais novos sentem-se impotentes e incompetentes, mesmo que o não admitam, diante da capacidade, da autonomia e do saber fazer dos mais velhos. Parecem dois mundos. Mas a chave da comunicação está na origem. O coração de uns e outros é feito com a mesma sede de plenitude que nem as inovações do presente, nem as conquistas do passado chegam para satisfazer. Por isso, o ponto não é tanto o que se deixa fazer e quando, mas como se ajuda a descobrir e fortalecer um coração verdadeiramente humano. Por isso, em toda a educação, mas especialmente na adolescência, educa-se sobretudo caminhando para o ideal e dando testemunho.

A única atitude educativa razoável é uma humildade diante do mistério do Ser, de Deus que fez e faz os filhos e os pais, que os ama mais do que pode um coração humano. A educação é talvez o compromisso mais humano que existe. Requer, portanto, uma posição humilde nas tentativas. Educar faz-se por tentativas de aproximação ao outro e à meta. Tentativas que umas vezes são mais defensivas, dominadas pelo medo, tentando proteger o filho dos embates da vida, e outras vezes são mais temerárias, deixando os filhos avançarem à mercê dos seus instintos, sem um critério. É preciso um robustecimento constante e vigilante da pessoa dos pais e educadores porque tudo se joga na sua fidelidade àquilo que propõem aos filhos. No fim, é isso que é decisivo e recordado.

Madalena Fontoura

 


 Ainda na rubrica do Familiarmente deste mês de Janeiro:

Embarcar Juntos Numa Bela Aventura

  • Embarcar Juntos Numa Bela Aventura | Familiarmente Janeiro 2020

Um Lugar de União

Concurso de Presépios 2019

Share

Próximos eventos

03maio
Dom. maio 03, 2020
Dia da Mãe
10maio
Dom. maio 10, 2020
Semana da Vida
07Jun.
Dom. Jun. 07, 2020
Festa Diocesana da Família