PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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6 conselhos do Papa Francisco para as famílias durante a sua viagem aos EUA

6 conselhos do Papa Francisco para as famílias durante a sua viagem aos EUA

Uma semana antes do Sínodo da Família, na conclusão da viagem aos Estados Unidos da América, o Papa Francisco esteve reunido com as famílias do mundo inteiro em Filadélfia. Muitas coisas haveria a dizer sobre a mensagem tão entusiasmante que o Papa deixou ao mundo acerca da missão da família. Gostaria apenas de relembrar alguns excertos do discurso que fez no Festival da Família e da homilia na missa de encerramento do Encontro Mundial das Famílias. Luísa Restrepo, leiga consagrada da Fraternidade Mariana de la Reconciliación, sintetizou nestes 6 conselhos a mensagem do Santo Padre:

1. Deus bate à porta das famílias

“Deus bate sempre às portas dos corações. Ele gosta de fazê-lo. Vem do seu interior. Mas sabeis do que Deus mais gosta? Bater às portas das famílias. E encontrar as famílias unidas, encontrar as famílias que se amam, encontrar as famílias que educam os seus filhos e seguem em frente com eles, e criam uma sociedade de bondade, verdade e beleza”.

2. A família tem carta de cidadania divina

“A família tem uma carta de cidadania divina. Está claro? A carta de cidadania que a família tem foi Deus que lhe deu para que no seu seio crescesse cada vez mais a verdade, o amor e a beleza. Certamente, alguns de vós podeis dizer-me: «Padre, o senhor fala assim porque é solteiro». Na família há dificuldades. Nas famílias discutimos. Nas famílias, às vezes, «voam os pratos». Nas famílias os filhos dão dor de cabeça. Não vou falar das sogras. Mas nas famílias sempre, sempre, existe a cruz. Sempre. Porque o amor de Deus, o Filho de Deus, também nos abriu este caminho. Mas nas famílias também, depois da cruz, há ressurreição, porque o Filho de Deus nos abriu esse caminho”

3. As crianças e os avós: Dois pontos da família em que devemos ter um especial cuidado

“crianças e os jovens são o futuro, são a força, aqueles que levam as coisas para frente. São aqueles em colocamos a esperança. Os avós são a memória da família. São aqueles que nos deram a fé, transmitiram-nos a fé. Cuidar dos avós e cuidar das crianças é a demonstração de amor, não sei se maior, mas – eu diria – mais promissória da família, porque eles prometem o futuro. Um povo que não sabe cuidar das crianças e um povo que não sabe cuidar dos avós é um povo sem futuro, porque não tem nenhuma força e nenhuma memória para seguir em frente”.

4. Como a felicidade, a santidade está sempre ligada aos pequenos gestos.

“A fé abre a «janela» à presença operante do Espírito e demonstra-nos que a santidade, tal como a felicidade, está sempre ligada aos pequenos gestos. «Seja quem for que vos der a beber um copo de água – um pequeno gesto – por serdes de Cristo, (...) não perderá a sua recompensa», diz Jesus (Mc 9, 41). São gestos mínimos, que uma pessoa aprende em casa; gestos de família que se perdem no anonimato da vida diária, mas que fazem cada dia diferente do outro. São gestos de mãe, de avó, de pai, de avô, de filho, de irmãos. São gestos de ternura, de afecto, de compaixão. Gestos como o prato quente de quem espera para jantar, como o pequeno almoço de quem sabe acompanhar o levantar na alvorada. São gestos familiares. É a bênção antes de dormir, e o abraço ao regressar duma jornada de trabalho. O amor exprime-se em pequenas coisas, na atenção aos detalhes de cada dia que fazem com que a vida sempre tenha sabor de casa. A fé cresce, quando é vivida e plasmada pelo amor. Por isso, as nossas famílias, as nossas casas são autênticas igrejas domésticas: são o lugar ideal onde a fé se torna vida e a vida cresce na fé”.

5. Abrir-se quotidianamente aos milagres de amor

“Oxalá todos fossemos profetas. Oxalá cada um de nós se abrisse aos milagres do amor para o bem da sua própria família e de todas as famílias do mundo, e estou a falar de milagres de amor, e dessa maneira poderia superar o escândalo de um amor mesquinho e desconfiado, encerrado em si mesmo e impaciente com os demais. Deixo-lhes como pergunta para que cada um responda: Em minha casa há gritos ou fala-se com amor e ternura?”

6. Que as famílias sejam profetas do gozo do Evangelho

“Que Deus nos conceda a todos, ser profetas do gozo do Evangelho, do Evangelho da família, do amor. Ser profetas como discípulos do Senhor e nos conceda a graça de ser dignos desta pureza de coração que não se escandaliza do Evangelho”.

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