PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

RSS Feed Facebook Subscreva a nossa Newsletter Contacte-nos

Catequese Doméstica: Família, afetividade e vida (Capítulo IV da 1º parte do Relatório final do Sínodo dos Bispos)

Catequese Doméstica: Família, afetividade e vida (Capítulo IV da 1º parte do Relatório final do Sínodo dos Bispos)

“Viver melhor em sintonia com as próprias emoções e os próprios sentimentos” é uma necessidade para poder construir relações afetivas de qualidade e duradouras com os outros, como acontece nas relações familiares. A Igreja tem, por isso, o desafio de ”ajudar os casais a amadurecer na dimensão emocional e no desenvolvimento afetivo através da promoção do diálogo, da virtude e da confiança no amor misericordioso de Deus”.

 A educação para os afetos e para o dom de si é algo estruturante para as jovens gerações. E esta educação começa na família, que é chamada a ser uma escola de humanidade.

Embora esta missão seja complexa, a família não está só. Conta com o apoio da Igreja que, através de uma ação pastoral apropriada, apoiada na doutrina católica, nas Escrituras e instrumentos educativos adequados, deve acompanhar as crianças e jovens ao longo do seu crescimento. É necessário dar a conhecer a visão cristã sobre a Pessoa e o dom de si, valorizar virtudes como a Fidelidade e a Castidade, ajudar a discernir a vocação.

Lamentavelmente, as atuais tendências culturais de liberdade sem limites dificultam o assumir de compromissos duradouros, revelando as fragilidades afetivas. Há que denunciar com firmeza as consequências potenciais de uma “afetividade narcisista, instável e mutável”, pautada pelo individualismo e pelo egoísmo, nomeadamente a sexualidade desregrada, a mentalidade antinatalista, e o uso indevido da biotecnologia (que permite “manipular o ato generativo, tornando-o independente da relação sexual entre homem e mulher”).

Neste contexto, a Igreja tem que transmitir uma palavra de verdade e de esperança. Somos chamados a ser rosto da Misericórdia de Deus e, como tal, a acolher todas as pessoas com compreensão e sensibilidade nas suas situações concretas, mais ou menos difíceis. “Todos precisam de um olhar de compreensão” e de ser incluídos na ação pastoral da Igreja, pois todos são amados por Deus.

 Por Helena e Philippe Morin e Catarina Fortes

Share