PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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ComTributo à Igreja

ComTributo à IgrejaEste é um espaço, onde se pretende, de uma forma sintética, explicar o que de mais relevante há a saber sobre a Amoris laetitia, A Alegria do Amor, a segunda Exortação Apostólica do Papa Francisco.

A Exortação está dividida em nove capítulos, mais a introdução. Todos os meses iremos analisar um capítulo, começando no mês de Outubro pela introdução.

Assim, é escrito pelo Santo Padre, que “A reflexão dos pastores e teólogos, se for fiel à Igreja, honesta, realista e criativa, ajudar-nos-á a alcançar uma maior clareza.”

Ora, este “abrir de jogo” do Papa Francisco, é esclarecedor. Se ao invés de darmos opiniões pessoais, tivermos o cuidado de sermos fiéis ao que a Igreja diz e é, e à sua Tradição, então sabemos qual o ponto de partida para podermos ser verdadeiros no diálogo, sem receio, com vista a chegar a todas as famílias.

Aqui, como em muitas outras temáticas, a discussão está nos extremos: “…desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação até à atitude que pretende resolver tudo através da aplicação de normas gerais ou deduzindo conclusões excessivas de algumas reflexões teológicas.”

Assim, como agir perante as resoluções das discussões doutrinais, morais ou pastorais?

“…até que o Espírito nos conduza à verdade completa (cf. JO 16,13), isto é, quando nos introduzir perfeitamente no mistério de Cristo e pudermos ver tudo com o seu olhar.”, é normal que haja várias formas de interpretar a doutrina e a práxis da Igreja. A melhor forma de “…ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado.” 

Estamos a viver o Ano Jubilar da Misericórdia, e deste modo esta Exortação é também vista como proposta para as famílias se basearem no amor forte e com valores, sendo que há 4 palavras que poderão ajudar: generosidade, compromisso, fidelidade e paciência.

É muito relevante percecionar que o Papa Francisco tem a preocupação de começar a sua abordagem sempre pela Sagrada Escritura, escrevendo mesmo: “… que lhe dê o tom adequado.” É bonito. É sempre importante ter esta noção.

Tendo em conta que foram dois anos de reflexão, não é aconselhada uma leitura geral apressada. Cada um procure o que mais tem a ver com a sua vida. “É provável, por exemplo, que os esposos se identifiquem mais com o capítulo IV e V, que os agentes pastorais tenham especial interesse pelo capítulo VI, e que todos se sintam muito interpelados pelo VIII. Espero que cada um, através da leitura, se sinta chamado a cuidar com amor da vida das famílias, porque elas «não são um problema, são sobretudo uma oportunidade».”

Feita a introdução, no próximo mês iremos analisar o 1º capítulo, com o título À luz da Palavra.

Bruno de Jesus

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