PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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ComTributo à Igreja - Dezembro 2016

ComTributo à Igreja - Dezembro 2016“O bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja.”

A realidade e os desafios das famílias, é o nome do Capítulo II da Amoris Laetitia.

Por ser muito rico este capítulo, irei dividi-lo em dois. A primeira parte no mês de Dezembro, sobre a situação atual da família, e a segunda em Janeiro.

Foi conclusão final do sínodo, que “… os indivíduos são menos apoiados do que no passado pelas estruturas sociais na sua vida afetiva e familiar.” O perigo do individualismo é crescente, sendo que cria nas “… famílias dinâmicas de impaciência e agressividade.” "…Em muitos países onde diminui o número de matrimónios, cresce o número de pessoas que decidem viver sozinhas ou que convivem sem coabitar.” Confunde-se liberdade com o que cada um acha que é a sua verdade (…), como se, para além dos indivíduos, não houvesse verdades, valores, princípios que nos guiam, como se tudo fosse igual e tudo se devesse permitir.” Vive-se pois numa dicotomia: se por lado tenho medo da solidão e quero ter uma relação, por outro tenho medo de adiar aspirações pessoais. Assim, a nós católicos, é-nos pedido que apresentemos “as razões e os motivos para se optar pelo matrimónio e a família”. 

O ponto 36 é um “puxão de orelhas” ao que foi feito, para nos desafiar a fazermos melhor. “… não fizemos um bom acompanhamento dos jovens casais nos seus primeiros anos, com propostas adaptadas aos seus horários, às suas linguagens, às suas preocupações mais concretas.”

“Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las”, e se o fizermos conseguimos chegar ao objetivo que Jesus nos testemunhou: “Muitos não sentem a mensagem da Igreja sobre o matrimónio e a família como um reflexo claro da pregação e das atitudes de Jesus, o qual, ao mesmo tempo que propunha um ideal exigente, não perdia jamais a proximidade compassiva às pessoas frágeis como a samaritana ou a mulher adúltera.

A “cultura do provisório”, onde se acredita que o Amor é “…como acontece nas redes sociais, se possa conectar ou desconectar ao gosto do consumidor e inclusive bloquear rapidamente.” A acrescer a este facto, há também uma “…obsessão pelo tempo livre…”, bem como um narcisismo crescente. “Mas quem usa os outros, mais cedo ou mais tarde acaba por ser usado, manipulado e abandonado com a mesma lógica. Faz impressão ver que as ruturas ocorrem, frequentemente, entre adultos já de meia-idade que procuram uma espécie de «autonomia» e rejeitam o ideal de envelhecer juntos cuidando-se e apoiando-se.”

Na cultura onde vivemos, “São muitos aqueles que tendem a permanecer nas fases primárias da vida emocional e sexual. A crise do casal desestabiliza a família e, através das separações e divórcios, pode chegar a provocar sérias consequências sobre os adultos, os filhos e a sociedade, debilitando o indivíduo e os vínculos sociais.”

A juntar a isto “A própria queda demográfica, causada por uma mentalidade anti natalista…”, deixa em risco o assegurar das gerações vindouras, bem como uma perda de esperança futura.

Bruno de Jesus

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