PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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ComTributo à Igreja - Janeiro 2017

ComTributo à Igreja - Janeiro 2017

A realidade e os desafios das famílias, é o nome do Capítulo II da Amoris Laetitia.

Por ser muito rico este capítulo, a reflexão foi dividida em 2 partes, tendo a primeira sido publicada em Dezembro 2016 e a continuação agora em Janeiro.

Foi conclusão sinodal que “… uma das maiores pobrezas da cultura atual é a solidão, fruto da ausência de Deus na vida das pessoas e da fragilidade das relações.”

Uma ideia muito bela, é a que “… devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais.” Neste sentido, importa realçar que “As jornadas de trabalho são longas e, muitas vezes, agravadas pelo tempo despendido na deslocação. Isto não ajuda os esposos a encontrar-se entre si e com os filhos, para alimentar diariamente as suas relações.”

ComTributo à Igreja - Janeiro 2017

Atualmente, assistimos ao maior ciclo migratório, após a grande guerra. “Devem ser apoiados todos os esforços para favorecer a permanência das famílias e das comunidades cristãs nas suas terras de origem.”

Foi dada especial atenção também às famílias das pessoas com deficiência. As mesmas devem ser encaradas como um dom de Deus, para crescer no Amor.

Assim como as famílias que tratam das pessoas mais velhas. A Igreja, “… sente o dever de ajudar as famílias que cuidam dos seus membros idosos e doentes.”

 

Alguns desafios

Tendo em conta o exposto, surgem novos desafios.

A função educativa é muito importante e pelo facto de “… os pais chegam a casa cansados e sem vontade de conversar; em muitas famílias, já não há sequer o hábito de comerem juntos, e cresce uma grande variedade de ofertas de distração, para além da dependência da televisão. Isto torna difícil a transmissão da fé de pais para filhos.”

Outros desafios são as “… crianças órfãs de pais vivos, adolescentes e jovens desorientados e sem regras.”

Noutra perspetiva, “Nenhuma união precária ou fechada à transmissão da vida garante o futuro da sociedade.” Ora, mas “… quem se preocupa hoje com fortalecer os cônjuges, ajudá-los a superar os riscos que os ameaçam, acompanhá-los no seu papel educativo, incentivar a estabilidade da união conjugal?”

É preciso afirmar na sociedade, que “A força da família reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar. Por muito ferida que possa estar uma família, ela pode sempre crescer a partir do amor.”

A figura do pai tem sido desprezada, nomeadamente na sociedade ocidental. “A ausência do pai penaliza gravemente a vida familiar, a educação dos filhos e a sua integração na sociedade. Tal ausência pode ser física, afetiva, cognitiva e espiritual. Esta carência priva os filhos de um modelo adequado do comportamento paterno.”

Referindo-se à ideologia do género, o Papa alerta-nos, para “Não caiamos no pecado de pretender substituir-nos ao Criador. Somos criaturas, não somos omnipotentes. A criação precede-nos e deve ser recebida como um dom. Ao mesmo tempo chamados a guardar a nossa humanidade, e isto significa, antes de tudo, aceitá-la e respeitá-la como ela foi criada.”

Assim, fica presente a ideia que “As realidades que nos preocupam são desafios.”

Os mesmos desafios são superados com “… energias de esperança, traduzindo-as em sonhos proféticos, ações transformadoras e imaginação da caridade.”

Bruno de Jesus

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