PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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ComTributo à Igreja - Abril 2017

ComTributo à Igreja - Abril 2017

ComTributo à Igreja

Continuação do Capítulo IV

 

Atitude de serviço

São Paulo ensina-nos “… que o amor não é apenas um sentimento, mas deve ser entendido no sentido que o verbo «amar» tem em hebraico: «fazer o bem». Como dizia Santo Inácio de Loiola, «o amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras».

 Curar a inveja

                “… no amor, não há lugar para sentir desgosto pelo bem do outro.(…) O verdadeiro amor aprecia os sucessos alheios, não os sente como uma ameaça, libertando-se do sabor amargo da inveja. Aceita que cada um tenha dons distintos e caminhos diferentes na vida; e, consequentemente, procura descobrir o seu próprio caminho para ser feliz, deixando que os outros encontrem o deles.” “O amor leva-nos a uma apreciação sincera de cada ser humano, reconhecendo o seu direito à felicidade.”

Sem ser arrogante nem se orgulhar

                O Papa Francisco, como é seu hábito, vai-nos desafiando a sermos melhores, a puxar-nos para a santidade. “Quem ama não só evita falar muito de si mesmo, mas, porque está centrado nos outros, sabe manter-se no seu lugar sem pretender estar no centro.” São Paulo, mais uma vez tem expressões que ecoam nos nossos corações “… «a ciência incha», ao passo que «a caridade edifica». É muito importante uma atitude de humildade, porque “para poder compreender, desculpar ou servir os outros de coração, é indispensável curar o orgulho e cultivar a humildade.”

Amabilidade

Um Cristão, é um positivo por coerência. “Isto não é possível quando reina um pessimismo que põe em evidência os defeitos e erros alheios, talvez para compensar os próprios complexos.”

Desprendimento

“…deve evitar-se dar prioridade ao amor a si mesmo, como se fosse mais nobre do que o dom de si aos outros.” São Tomás de Aquino disse “«ser mais próprio da caridade querer amar do que querer ser amado», e que de facto «as mães, que são as que mais amam, procuram mais amar do que ser amadas». Por isso, o amor pode superar a justiça e transbordar gratuitamente «sem nada esperar em troca» (…) «Recebestes de graça, dai de graça.»”

Sem violência interior

                O Papa indica-nos que este tipo de violência, que acontece quando não estamos em paz com os irmãos, leva-nos à solidão e ao desprezo. Quem já não passou/passa por isto? “Alimentar esta agressividade íntima de nada serve.” “A indignação é saudável quando nos leva a reagir perante uma grave injustiça; mas é prejudicial quando tende a impregnar todas as nossas atitudes para com os outros.”

Perdão

                Esta atitude, aponta-nos para a santidade. Eu perdoo-te, porque quero a tua salvação. “O problema é que, às vezes, atribui-se a tudo a mesma gravidade, com o risco de ser tornar cruel perante qualquer erro do outro.” “Quando estivermos ofendidos ou desiludidos, é possível e desejável o perdão; mas ninguém diz que seja fácil.” Frequentemente “… culpar os outros torna-se um falso alívio.” “Se aceitamos que o amor de Deus é incondicional, que o carinho do Pai não se deve comprar nem pagar, então poderemos amar sem limites, perdoar aos outros, ainda que tenham sido injustos para connosco.”

Bruno de Jesus

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