PASTORAL DA FAMÍLIA

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ComTributo à Igreja - Julho 2017

ComTributo à Igreja - Julho 2017

Continuação do Capítulo IV da Amoris Laetitia.

Alegria e Beleza

São Tomás dizia: “…que se usa a palavra «alegria» para se referir à dilatação da amplitude do coração.” ”A beleza – o valor sublime» do outro, que não coincide com os seus atrativos físicos ou psicológicos – permite-nos saborear o carácter sagrado da pessoa, sem a imperiosa necessidade de a possuir.”

A ternura (…) “Leva-nos a vibrar à vista de uma pessoa, com imenso respeito e um certo receio de lhe causar dano ou tirar a sua liberdade. O amor pelo implica este gosto de contemplar e apreciar o que é belo e sagrado do seu ser pessoal, que existe para além das minhas necessidades.” O Papa Francisco diz-nos: “Muitas feridas e crises têm a sua origem no momento em que deixamos de nos contemplar.” E ainda: “As alegrias mais intensas da vida surgem quando se pode provocar a felicidade dos outros, numa antecipação do Céu.” “…a alegria renova-se no sofrimento. Como dizia Santo Agostinho, «quanto mais grave foi o perigo no combate, tanto maior é o gozo no triunfo». O Santo Padre, ciente da importância da família, garante que: “Poucas alegrias humanas são tão profundas e festivas como quando duas pessoas que se amam conquistaram, conjuntamente, algo que lhes custou um grande esforço compartilhado.”

Casar-se por amor

Afinal, como deve ser vivido o matrimónio? “É verdade que o amor é muito mais do que um consentimento externo ou uma forma de contrato matrimonial, mas é igualmente verdade que a decisão de dar ao matrimónio uma configuração visível na sociedade com certos compromissos manifesta a sua relevância: mostra a seriedade da identificação com o outro, indica uma superação do individualismo do adolescente e expressa a firme opção de pertencerem um ao outro.” “Implica uma série de obrigações; mas estas brotam do próprio amor, um amor tão decidido e generoso que é capaz de arriscar o futuro.”

Amor que se manifesta e cresce

Para o cristão, a felicidade plena, está para vir. “Uma ideia celestial do amor terreno esquece que o melhor ainda não foi alcançado, o vinho envelhecido com o tempo.”

O diálogo

Quantas crises surgem, por má comunicação conjugal? O segredo é o diálogo. “Reservar tempo, tempo de qualidade, que permita escutar, com paciência e atenção, até que o outro tenha manifestado tudo o que precisava de comunicar.” É importante “…despojar-se das pressas, pôr de lado as próprias necessidades e urgências, dar espaço.” Muitas vezes, mas que falar, o cônjuge sente necessidade de ser ouvido. Numa vida a dois é necessário: “Desenvolver o hábito de dar real importância ao outro. Trata-se de dar valor à sua pessoa, reconhecer que tem direito de existir, de pensar de maneira autónoma e de ser feliz.”

Devemos estar atentos ao mundo. “Amplitude mental, para não se encerrar obsessivamente numas poucas ideias, e flexibilidade para poder modificar ou completar as próprias opiniões. É possível que, do meu pensamento e do pensamento do outro, possa surgir uma nova síntese que nos enriqueça a ambos.” Devemos aspirar à unidade na diversidade. Palavras sábias de Francisco, que nos impele: “Temos de nos libertar da obrigação de ser iguais.” Devemos ser cuidadosos nas discussões e “… o modo de as dizer ou a atitude que se assume no diálogo.”

Bruno de Jesus

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