PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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ComTributo à Igreja: Amor apaixonado

ComTributo à Igreja: Amor apaixonadoContinuação do Capítulo IV.

Relembra-nos o Papa Francisco a Gaudium et spes : «Todos os místicos afirmaram que o amor sobrenatural e o amor celeste encontram os símbolos que procuram mais no amor matrimonial do que na amizade, no sentimento filial ou na dedicação a uma causa. E o motivo encontra-se precisamente na sua totalidade.»

O mundo das emoções

Sua Santidade cita São Tomás de Aquino: “Experimentar uma emoção não é, em si mesmo, algo moralmente bom nem mau.” “Começar a sentir o desejo ou repulsa não é pecaminoso nem censurável. O que pode ser bom ou mau é o ato que a pessoa realiza movida ou sustentada por uma paixão.”

Deus ama a alegria dos seus filhos

 “É necessária a educação da emotividade e do instinto e, para isso, às vezes torna-se indispensável impormo-nos algum limite.” E isto é fundamental, haver limites. “O excesso, o descontrolo, a obsessão por um único tipo de prazeres acabam por debilitar e combalir o próprio prazer (Tomás de Aquino), e prejudicam a vida da família.” É brutal que o Papa nos transmita: “Isto não implica renunciar a momentos de intenso prazer, mas assumi-los de certo modo entrelaçados com outros momentos de dedicação generosa, espera paciente, inevitável fadiga, esforço por um ideal. A vida em família é tudo isto e merece ser vivida inteiramente.” O Cristão deve-se alegrar, com os momentos bons da vida: “«Meu filho, se tens com quê, trata-te bem. […] Não te prives da felicidade presente.» «No dia da felicidade, sê alegre.»

A dimensão erótica do amor

O Papa Francisco cita São João Paulo II dizendo que: “…o ser humano «é também chamado à plena e matura espontaneidade das relações», que «é o fruto gradual do discernimento dos impulsos do próprio coração». “A sexualidade não é um recurso para compensar ou entreter, mas trata-se de uma linguagem interpessoal onde o outro é tomado a sério com o seu valor sagrado e inviolável.” “… a dimensão erótica do amor…” é “… como dom de Deus que embeleza o encontro dos esposos.”

Violência e manipulação

 “… não podemos ignorar que muitas vezes a sexualidade se despersonaliza e enche de patologias, de modo que «se torna cada vez mais ocasião e instrumento de afirmação do próprio eu e de satisfação egoísta dos próprios desejos e instintos».” (São João Paulo II) Até “… mesmo no matrimónio, a sexualidade pode tornar-se fonte de sofrimento e manipulação.” “São João Paulo II fez uma advertência muito subtil quando disse que o homem e a mulher são «ameaçados pela insaciabilidade». Por outras palavras, são chamados a uma união cada vez mais intensa, mas correm o risco de pretender apagar as diferenças e a distância inevitável que existe entre os dois. Com efeito, cada um possui uma dignidade própria e irrepetível.” “«O amor exclui todo o género de submissão, pelo qual a mulher se tornasse serva ou escrava do marido […]. A comunidade ou unidade, que devem constituir por causa do matrimónio, realiza-se através de uma recíproca doação, que é também submissão mútua.»” “Entre os cônjuges, esta reciproca «submissão» adquire um significado especial, devendo-se entender como uma pertença mútua livremente escolhida, com um conjunto de características de fidelidade, respeito e solicitude.” O Papa Bento XVI dizia-nos que: ”«Se o homem aspira a ser somente espírito e quer rejeitar a carne como uma herança apenas animalesca, então espírito e corpo perdem a sua dignidade.»”

Texto escrito por Bruno de Jesus

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