PASTORAL DA FAMÍLIA

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ComTributo à Igreja - janeiro de 2018

ComTributo à Igreja - janeiro de 2018Sobre o Capítulo V da Amoris Laetitia.

Amor de mãe e de pai

O Papa Francisco, reforça a ideia de que: “Toda a criança tem direito a receber o amor de uma mãe e de um pai, ambos necessários para o seu amadurecimento íntegro e harmonioso.” “Não se trata apenas do amor do pai e da mãe separadamente, mas também do amor entre eles, captado como fonte da própria existência, como ninho acolhedor e como fundamento da família.” “Além disso, é juntos que eles ensinam o valor da reciprocidade, do encontro entre seres diferentes, onde cada um contribui com a sua própria identidade e sabe também receber do outro.”

O Sumo Pontífice, aprofunda o tema: “… não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna. Especialmente nos primeiros meses de vida. A realidade é que «a mulher se apresenta diante do homem como mãe, sujeito da nova vida humana, que nela é concebida e se desenvolve, e dela nasce para o mundo.» O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra. Aprecio o feminismo, quando não pretende a uniformidade nem a negação da maternidade. Com efeito, a grandeza das mulheres implica todos os direitos decorrentes da sua dignidade humana inalienável, mas também do seu génio feminino, indispensável para a sociedade. As suas capacidades especificamente femininas – em particular a maternidade – conferem-lhe também deveres, já que o seu ser mulher implica também uma missão peculiar nesta terra, que a sociedade deve proteger e preservar para bem de todos. De facto, «as mães são o antídoto mais forte contra o propagar do individualismo egoísta […] São elas que testemunham a beleza da vida». Sem dúvida, «uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral. As mães transmitem, muitas vezes, também o sentido mais profundo da prática religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende […]. Sem as mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo. […] Queridas mães, obrigado, obrigado por aquilo que sois na família e pelo que dais à Igreja e ao mundo.» (…) Por sua vez, a figura do pai, ajuda a perceber os limites da realidade, caracterizando-se mais pela orientação, pela saída para o mundo mais amplo e rico de desafios, pelo convite a esforçar-se e lutar.” A missão de ser pais, é algo muito exigente, mas “…«os filhos têm necessidade de encontrar um pai que os espera quando voltam dos seus fracassos. Farão de tudo para não o admitir, para não o revelar, mas precisam dele». Não é bom que as crianças fiquem sem pais e, assim, deixem de ser crianças antes do tempo.”

Fecundidade alargada

A adopção é de facto um caminho muito importante. Francisco impele a que quem não possa ter filhos biologicamente, receba “… quem está privado de um ambiente familiar adequando.” É uma forma de evitar o aborto. Deus diz-nos que: “«Ainda que a tua mãe chegasse a esquecer-te, Eu nunca te esqueceria.»”

Bruno de Jesus

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