PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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ComTributo à Igreja - fevereiro de 2018

ComTributo à Igreja - fevereiro de 2018

Continuação do Capítulo V.

“As famílias cristãs não esqueçam que «a fé não nos tira do mundo, mas insere-se mais profundamente nele.(…)  A família não deve imaginar-se como um recinto fechado, procurando proteger-se da sociedade.” O Papa Francisco, cita um poema de Mário Benedetti, para indicar-nos que o casal deve ter consciência dos deveres sociais e isto não diminui o amor que os une:

 «As tuas mãos são a minha carícia, o meu despertar diário, amo-te porque as tuas mãos, trabalham pela justiça. Se te amo, é porque és, o meu amor, o meu cúmplice e tudo, e na rua, lado a lado, somos muito mais que dois.»

O Papa, refere-se muito a problemas do dia-a-dia, mas diz-nos que “Deus confiou à família o projecto de tornar «doméstico» o mundo. “Muitas vezes, perguntamo-nos o que devemos fazer, enquanto família para seguir os desígnios de Deus? Eis a resposta: “Quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. E serás feliz.» Serás feliz! Aqui está o segredo de uma família feliz.”

Ser filho

“Todos somos filhos. E isto recorda-nos sempre que a vida não no-la demos sozinhos, mas recebemo-la. O grande dom da vida é o primeiro presente que recebemos.» Por isso, «o quarto mandamento pede aos filhos […] que honrem o pai e a mãe. Este mandamento vem logo após aqueles que dizem respeito ao próprio Deus. (…) Uma sociedade de filhos que não honram os pais é uma sociedade sem honra[…]. É uma sociedade destinada a encher-se de jovens áridos e ávidos.”

No ponto 190, o Papa refere uma evidência que tentamos esconder, na sociedade actual.

“Mas há também a outra face da moeda: «O homem deixará o pai e a mãe», diz a Palavra de Deus. Às vezes, isto não é cumprido, nunca se chegando a assumir o matrimónio, porque falta esta renúncia e dedicação. Os pais não devem ser abandonados nem transcurados, mas, para se unir em matrimónio, é preciso deixá-los, de modo que o novo lar seja a morada, a protecção, a plataforma e o projecto, e seja possível tornar-se verdadeiramente «uma só carne». Sucede, em alguns casais, ocultar ao próprio cônjuge muitas coisas, que entretanto se dizem aos pais, chegando ao ponto de se importar mais com as opiniões destes do que com os sentimentos e as opiniões do cônjuge. Não é fácil manter esta situação por muito tempo, e só provisoriamente poderia ter lugar, isto é, enquanto se criam as condições para crescer na confiança e no diálogo. O matrimónio desafia a encontrar uma nova maneira de ser filho.”

Os idosos

“«Não me rejeites no tempo da velhice; não me abandones, quando já não tiver forças.»” Sobretudo, na Europa, os velhos são colocados à margem, “Devemos despertar o sentido colectivo da gratidão, apreço, hospitalidade, que faça o idoso sentir-se parte viva da sua comunidade. Os idosos são homens e mulheres, pais e mães que, antes de nós, percorreram o nosso próprio caminho, estiveram na nossa mesma casa, combateram a nossa mesma batalha diária por uma vida digna.» Por isso, «como gostaria de uma Igreja que desafia a cultura do descarte com a alegria transbordante de um novo abraço entre jovens e idosos!»”

Texto por Bruno de Jesus

 

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