PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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ComTributo à Igreja - Março 2018

ComTributo à Igreja - Março 2018

Sobre a Alegria do Amor,

Continuação do Capítulo V.

Num tempo, em que predomina o “eu”, o Papa Francisco, lembra-nos e que “Quem quebra os laços com a história terá dificuldade em tecer relações estáveis e reconhecer que não é o dono da realidade. “ … “A falta de memória histórica é um defeito grave da nossa sociedade. É a mentalidade imatura do «já está ultrapassado». Conhecer e ser capaz de tomar posição perante os acontecimentos passados é a única possibilidade de construir um futuro que tenha sentido. Não se pode educar sem memória: «Recordai os dias passados.» As histórias dos idosos fazem muito bem às crianças e aos jovens, porque os ligam à história vivida tanto pela família como pela vizinhança e o país.” Apela-nos que as “… famílias um lugar onde as crianças possam lançar possam lançar raízes no terreno de uma história colectiva.”

Ser irmão

Num Ocidente, cada vez com menos nativos, o Papa, consciente dessa realidade, indica-nos que: “Em alguns países, existe uma forte tendência para ter apenas um filho, pelo que a experiência de ser irmão começa a ser filho, é preciso encontrar formas de a criança não crescer sozinha ou isolada.”

Capítulo VI – Algumas perspetivas pastorais

O Papa Francisco, realça várias vezes a importância de adequarmos a pastoral à realidade cultural onde se insere. “As diferentes comunidades é que deverão elaborar propostas mais práticas e eficazes, que tenham em consideração tanto a doutrina da Igreja como as necessidades e desafios locais.”

Anunciar hoje o Evangelho da família

O Sumo Pontífice, destaca várias vezes a importância das famílias cristãs, como o motor da pastoral familiar e por isso “... requer-se «um esforço evangelizador e catequético dirigido à família»” “«Por isso exige-se a toda a Igreja uma conversão missionária: é preciso não se contentar com um anúncio puramente teórico e desligado dos problemas reais das pessoas.»” Outra temática destacada sistematicamente pelo Papa, é o desafio de “…termos de entrar em diálogo e cooperação com as estruturas sociais, bem como encorajar e apoiar os leigos que se comprometem, como cristãos, no âmbito cultural e sociopolítico.»” Francisco, vai-nos dando mostras constantes, que conhece o nosso dia-a-dia. No que à formação nos seminários diz respeito, é referido que “Os seminaristas deveriam ter acesso a uma formação interdisciplinar mais ampla sobre o namoro e matrimónio, não se limitando à doutrina.” “«A presença dos leigos e das famílias, particularmente a presença feminina, na formação sacerdotal, favorece o apreço pela variedade e complementaridade das diferentes vocações na Igreja.»

Guiar os noivos no caminho de preparação para o matrimónio

Este é um dos pontos onde ainda há um longo caminho a percorrer dentro da Igreja. “É necessário lembrar a importância das virtudes. De entre elas, resulta ser condição preciosa para o crescimento genuíno do amor interpessoal a castidade. A respeito desta necessidade, os Padres sinodais foram unânimes em sublinhar a exigência de um maior envolvimento de toda a comunidade, privilegiando o testemunho das próprias famílias, e a exigência ainda de uma radicação da preparação para o matrimónio no caminho da iniciação cristã, sublinhando o nexo do matrimónio com o batismo e os outros sacramentos. Da mesma forma, evidenciou-se a necessidade de programas específicos de preparação próxima para o matrimónio que sejam verdadeira experiência de participação na vida eclesial e aprofundem os vários aspetos da vida familiar.»”

Bruno de Jesus

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