PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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ComTributo à Igreja - Familiarmente de Maio 2018

ComTributo à Igreja - Familiarmente de Maio 2018

Continuação do Capítulo VI.

 

“Como justamente disseram os bispos de Itália, aqueles que se casam são, para as comunidades cristãs, «um recurso precioso, porque, esforçando-se sinceramente por crescer no amor e no dom recíproco, podem contribuir para renovar o próprio tecido de todo o corpo eclesial: a forma particular de amizade que vivem pode tornar-se contagiosa, fazendo crescer na amizade e na fraternidade a comunidade cristã de que fazem parte».” É muito importante que “…através das famílias missionárias, das próprias famílias dos noivos e de vários recursos pastorais – para oferecer uma preparação remota que faça amadurecer o amor deles com um acompanhamento rico de proximidade e testemunho.” O tempo de namoro, é muito importante, sendo que “Os noivos deveriam ser incentivados e ajudados a poderem expressar o que cada um espera de um eventual matrimónio, a sua maneira de entender o que é o amor e o compromisso, aquilo que se deseja do outro, o tipo de vida em comum que se quer projectar.” A base deve ser esta. Não tomar nenhuma decisão, apenas, com base no desejo. “Não há nada de mais volúvel, precário e imprevisível que o desejo.” “Infelizmente, muitos chegam às núpcias sem se conhecer. Limitaram-se a divertir-se juntos, a fazer experiências juntos, mas não enfrentaram o desafio de se manifestar a si mesmos e apreender quem é realmente o outro.” “ Tanto a pastoral pré-matrimonial como a matrimonial devem ser antes de mais nada, uma pastoral do vínculo, na qual se ofereçam elementos que ajudem quer a amadurecer o amor, quer a superar os momentos duros. (…) Ao mesmo tempo, na preparação dos noivos, deve ser possível indicar-lhes lugares e pessoas, consultórios ou famílias prontas a ajudar, aonde se poderão dirigir em busca de ajuda se surgirem dificuldades. Mas nunca se deve esquecer de lhes propor a Reconciliação sacramental, que permite colocar os pecados da vida passada e da própria relação sob influxo do perdão misericordioso de Deus e da sua força sanadora.”

 

A preparação da celebração

 

                O Papa dirige-se directamente ao noivos: “Queridos noivos, tende a coragem de ser diferentes, não vos deixeis devorar pela sociedade do consumo e da aparência. O que importa é o amor que vos une, fortalecido e santificado pela graça. Vós sois capazes de optar por uma festa austera e simples, para colocar o amor acima de tudo. Os agentes pastorais e toda a comunidade podem ajudar para que esta prioridade se torne a norma e não a exceção.” O compromisso e a fidelidade ao mesmo, revela-se fundamental: “De facto, pensemos nos danos que produzem, na civilização da comunicação global, o aumento de promessas não mantidas […] A honra à palavra dada, a fidelidade à promessa não se podem comprar nem vender. Não podem ser impostas com a força, nem guardadas sem sacrifício.». Francisco apela “… não seria bom chegarem ao matrimónio sem ter rezado juntos, um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos, perguntando juntos a Deus o que espera deles, e inclusive consagrando o seu amor diante de uma imagem de Maria. Quem os acompanha na preparação do matrimónio deveria orientá-los para que saibam viver estes momentos de oração, que lhes podem fazer muito bem.”

 

Bruno de Jesus

 

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