PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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Catequese doméstica sobre a diminuição da fecundidade

Catequese doméstica sobre a diminuição da fecundidadeNeste tempo de Advento em que esperamos esta grande alegria que é o nascimento do Salvador (cf. Lc 2, 11), propomos uma reflexão sobre a fertilidade. Ontem uma tia contava-me que nos anos sessenta, na rua da pequena vila onde morava, conviviam cerca de 50 crianças, pois cada casal tinha muitos filhos. Hoje constata que em toda a vila não existem essas mesmas 50 crianças, sinal e consequência do envelhecimento que se vive na sua vila. Esta constatação provavelmente pode ser observada por muitos dos leitores, que nos seus bairros, vilas ou aldeias assistem a uma situação semelhante, e que traduz a redução do número médio de filhos por mulher que se operou nos últimos 40 anos. De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estatística sobre a evolução da taxa sintética de fecundidade em Portugal, se em 1970 esta média se cifrava nos 3 filhos por mulher, em 2013 esta média situa-se em 1,21 (o valor mais baixo em toda a União Europeia), valor muito inferior aquele que se considera necessário para manter a renovação das gerações (2,1). Esta informação estatística diz-nos que estamos neste momento num período de acentuado decréscimo e envelhecimento da população, o qual só não é mais célere devido aos efeitos da imigração.

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Jesus, um exímio contador de estórias

Jesus, um exímio contador de estóriasJesus falava do seu mundo como o mundo de Deus, como o Reino, ou seja como a família emergente de Deus. E nestas abordagens Ele apresentou novas situações, novas maneiras de sentir para abrir o coração e o espírito de muitos que o ouviam, através de parábolas.

Por aquelas bandas alguns achavam que o homem anunciado por João, o Baptista, iria aparecer como um rei, outros imaginavam que ele apareceria como um general acompanhado de uma grande escolta; outros ainda pensavam que ele era uma pessoa riquíssima que viria numa elegante carruagem, com inúmeros servos. Todos o aguardavam ansiosamente. Porém, na sua verdadeira simplicidade, ninguém reparou nele pelo seu aspeto, mas apenas pela sua Palavra.

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O Domingo

O DomingoNo Domingo celebra-se semanalmente a ressurreição de Cristo, eixo fundamental da história, que marca o tempo e revela o seu sentido profundo. Contudo, a vivência do Domingo tem vindo a ser transformada na sociedade, passando a ser substituído pelo conceito de fim-de-semana, período alargado composto por Sábado e Domingo dedicado ao exercício de atividades de lazer, políticas, desportivas, entre outras, mas que não passa necessariamente pela centralidade da eucaristia e do louvor a Deus. Como tal, urge santificar o Domingo, aprofundando o seu sentido verdadeiro de fazer festa no Senhor.

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Vinde e vede

Vinde e vedeJesus dirigiu-se aos discípulos com o chamamento “vinde e vereis” (Jo 1, 39). Convocou-os para descobrir a Boa Nova do Reino de Deus. Ele, que é de condição divina, fez-se homem (cf. Fl 2, 6-8) para revelar Deus ao Homem, o principio e fim para o qual todos fomos criados.

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A alegria de dar

A alegria de dar“Hoje muitas pessoas têm medo de fazer escolhas definitivas, para toda a vida, porque lhes parece impossível”, disse o Papa, Francisco recentemente falando a um alargado grupo de casais e de noivos. E, afinal, quando se está perante um ‘romance perfeito’, porquê ceder ao medo do compromisso, ao ponto de adiarem a sua entrega plena para que sejam um só em tudo?

De facto, a entrega de um ao outro na união matrimonial é a mais profunda e consequente dádiva de amor: no amor que recebemos de Deus e que por Ele é alimentado nos sacramentos.

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Divorciados recasados

 Divorciados recasadosQuando questionado sobre o direito ao divórcio, recordando o plano criador de Deus que criou homem e mulher para constituir um só, Jesus afirma “o que Deus uniu não o separe o homem” (Mt 19, 6). Nesta frase encontra-se explícita a indissolubilidade do matrimónio cristão - ao ser estabelecido por Deus, o matrimónio rato (i.e. não havendo impedimentos, os cônjuges pronunciam o consentimento matrimonial no contexto da fórmula canónica perante um sacerdote ou diácono e pelo menos duas testemunhas) e consumado constitui-se uma realidade irrevogável, orientada para o bem dos cônjuges, a procriação e educação dos filhos. Entre os batizados o matrimónio é elevado por Cristo à condição de sacramento, pois a unidade indissolúvel é imagem eficaz do amor esponsal entre Cristo e a Igreja: a doação total dos cônjuges é imagem da entrega de Cristo pela Igreja. Assim, na plena comunhão de amor entre os esposos em e por Cristo, o matrimónio cristão constitui-se como graça que se destina a aperfeiçoar o amor dos cônjuges e a fortalecer a sua unidade indissolúvel. Esta é a referência cristã quando falamos sobre o matrimónio.

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"E quem é o meu próximo?" (Lc 10, 29)

Esta é a pergunta que um doutor da Lei faz a Jesus no relato de Lucas, após tê-lo desafiado a propósito do maior mandamento. Confrontado com esta questão, Jesus conta a parábola do bom samaritano na qual relata a passagem de três personagens da cultura judaica (levita, sacerdote e samaritano) por um homem que jaz na beira da estrada de Jericó, após ter sido assaltado - dos três apenas o samaritano se compadece do homem e cuida dele. Perante a pergunta inicial do doutor da Lei, Jesus termina o relato da parábola com a questão “Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?” Jesus dá novo sentido à questão daquele que o interpelava: o importante não é se o outro é o meu próximo, mas fazer-me próximo dele. Na pergunta de Jesus só cabe uma resposta “o que usou de misericórdia”, ou seja, o samaritano foi aquele que se tornou próximo porque se deu pelo outro. Esta é a renovação que o homem tem de viver para acolher Jesus – aprender a gastar-se pelo outro, por amor ao outro, mesmo aquele que não se conhece. A entrega generosa pelo próximo é amplamente recompensada pelo Senhor.

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