PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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Sair ou ignorar

Sair ou ignorar

A miséria é certamente contrária à dignidade humana e por isso deve ser combatida, não só pelo Estado, mas também pela solicitude dos cristãos que vivam a frescura e abertura ao mundo no tratamento dos temas do Amor e da Esperança.

É trágico quando se fecham os ouvidos à pergunta de Deus a Caim: “Onde está o teu irmão?” (Gn 4, 9)

Aqui na paróquia de Caldas da Rainha está em atividade o grupo do Apostolado da Oração e o grupo dos Vicentinos, ou seja, o exercício da caridade ao serviço dos mais necessitados não se consegue realizar sem um forte empenho na Oração. Nem precisaríamos das redes sociais para saber que aqui na cidade temos várias pessoas a viver na rua e muitas famílias em situação de pobreza envergonhada, a quem damos alguma ajuda em bens alimentares e roupas.

É de louvar as várias iniciativas que ocorreram pelo Natal, como as que foram levadas a cabo pelos serviços da Câmara Municipal, Freguesias e particulares, como por exemplo a generosa iniciativa designada por Diamante Solidário, com a participação de muitas empresas e comércio local, promovendo a dignidade da vida e suprindo muitas carências. Encontramos aqui – embora pontualmente – a resposta à pergunta: “Onde está o teu irmão?”

Aliás é o próprio Papa Francisco que nos dá uma clara orientação de vida: Acolher no sentido de estar disponível; Proteger agindo contra o abandono e indiferença; Promover abrindo portas e lutando contra o imobilismo; Integrar como via para a aceitação da diferença.

Estas orientações para a promoção humana e paz social, levarão cada um a perguntar-se: “qual o meu lugar na Igreja e no mundo?” e “o que Deus espera de mim?”, não apenas o que eu quero, mas o que Deus quer para mim.

Recentemente, o Bispo Auxiliar de Lisboa, Dom Joaquim Mendes, referia nas Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar, que é necessário e urgente reavivar a aliança entre a família e a comunidade cristã: “numa época em que é pedida a toda a Igreja uma conversão pastoral e missionária, não podemos contentar-nos com um anúncio puramente teórico.”

Sair e ir ao encontro de quem está fragilizado, ou ignorar a realidade que está à nossa porta, carece de um longo e continuado trabalho em família, de modo a que se possa envolver mais os pais das crianças em idade de catequese, bem como as famílias afastadas de Deus, oferecendo-lhes caminhos de novidade.

Há então que promover situações e experiências de trabalho doméstico, com dedicação ao próximo e tarefas ocasionais que ajudem a crescer, pois em família experimenta-se que não é possível a cada um realizar-se sozinho, mas que a relação com os outros é essencial para dar sentido e substância à própria vida.

Não fiquemos indiferentes e saiamos ao encontro dos nossos irmãos mais necessitados para que, no Reino dos Céus, eles nos recebam nas suas moradas.

Testemunho por Diác. Romero

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