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Porquê caminhar pela Vida?

Porquê caminhar pela Vida?Quando a nossa Constituição, as leis, e todo o Estado de direito falham na proteção da vida, especialmente daqueles mais vulneráveis, todo o cristão tem a obrigação moral de sair para a rua e revindicar o respeito deste direito fundamental. Não nos podemos esquecer que o aborto legal em Portugal ceifa milhares de vidas indefesas todos os anos, para além dos traumas que deixa nas mulheres que o praticam. Também a luta contra a eutanásia ainda não terminou, apesar da vitória deste ano, pois o assunto irá certamente regressar ao parlamento.

A defesa da vida humana constitui uma obrigação de toda a sociedade civilizada face a um direito inalienável, pelo que se trata de uma luta de todos os homens e mulheres de boa vontade. No entanto, nós os cristãos temos uma responsabilidade acrescida, pois, como nos disse São João Paulo II, «Matar um ser humano no qual está presente a imagem de Deus, é pecado de particular gravidade. Só Deus é dono da vida! (…) A rejeição da vida do homem, nas suas diversas formas, é realmente uma rejeição de Cristo.» (Evangelium Vitae).

Muitos de nós desvanecemos na nossa luta, afirmando que se trata de uma batalha já perdida, atirando o assunto para a esfera da consciência de quem pratica esses atos. Mas como São João Paulo II afirmou «A tolerância legal do aborto ou da eutanásia não pode, de modo algum, fazer apelo ao respeito pela consciência dos outros, precisamente porque a sociedade tem o direito e o dever de se defender contra os abusos que se possam verificar em nome da consciência e com o pretexto da liberdade» (Evangelium Vitae).

Assim, a nós católicos e às nossas famílias é-nos exigido, em primeiro lugar, um testemunho, na forma como tratamos os nossos familiares e as pessoas com quem nos cruzamos, em especial dos doentes e idosos, e na forma como, na medida das nossas possibilidades, estamos abertos à vida e aos filhos. Só este testemunho permitirá a promoção de uma verdadeira cultura de vida na nossa sociedade. 

Em segundo lugar, temos obrigação moral de como cidadãos de lutar para que as nossas instituições defendam a vida humana como bem supremo que ela é. 

No próximo dia 27 de Outubro, realiza-se, em Lisboa, a 6ª edição da Caminhada pela Vida, uma marcha pelas ruas da nossa cidade, que terá início às 15h na Praça Luís de Camões e terminará em frente à Assembleia da República. 

Trata-se de uma iniciativa organizada anualmente pela Federação Portuguesa pela Vida, com o objetivo de alertar a nossa sociedade da importância da defesa da vida humana em todas as suas fases desde a conceção até à morte natural.

Neste âmbito, a participação na Caminhada pela Vida, constitui uma oportunidade importante para os católicos da Diocese de Lisboa se manifestarem publicamente na defesa do direito mais básico e essencial que é a Vida, perante a generalidade da sociedade que se encontra apática, ou até cúmplice, perante o flagelo do aborto ou a legalização da eutanásia.

Encontramo-nos no Largo Camões para combater o bom combate? 

Francisco Campello

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