PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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Não sei de onde vinha…

Não sei de onde vinha…Não sei de onde vinha, nem tinha ‘ferramentas’ para O entender, mas sei que tinha uma força que me impelia à dedicação aos outros. Lembro-me como se fosse hoje. À pergunta da professora primária: o que queres fazer quando fores grande, respondi, sem noção do que estava a dizer: ‘quero ser consagrada’. Resposta ainda hoje relembrada, pelas colegas da escola. Ser consagrada, um desejo que foi amadurecendo durante toda a adolescência e juventude. 

Na comunidade cristã a que pertencia e em outros ambientes cristãos, fui conhecendo melhor Jesus Cristo e a Sua Igreja, assim como as diversas formas de viver e realizar a vocação cristã. Conheci também muito de perto a vida e a vocação das Cooperadoras da Família. Encantava-me, a sua dedicação aos outros, a sua alegria, a sua generosa arte de ensinar tantas jovens e de acolher tão diligentemente as famílias. 

Por entre experiências de namoro, de orientação espiritual e discernimento vocacional, fui percebendo com alguma clareza, que ‘a vocação matrimonial’, não era o sonho de Deus para mim. O desejo de consagrar a minha vida a Deus, a bem das Famílias, conduziu-me à opção pela consagração a Deus no Instituto Secular das Cooperadoras da Família, cujo carisma é “o cuidado santificação das Família”. Apoiar os esposos na redescoberta da grandeza da sua vocação e missão, quer humanamente, quer à luz da Fé, fazia todo o sentido. Cresci e foi educada numa família cristã, humilde, mas harmoniosa, na qual a vivência do evangelho pautava as relações e permeava ação. 

Ser Cooperadora da Família, um projeto que valeu e vale a pena abraçar, no coração do mundo, para aí continuar a narrativa da beleza e da dignidade da vocação matrimonial, como a narra o Papa na Exortação Amoris Laetitia, nº 11: “O casal que ama e gera vida é a verdadeira «escultura»… Por isso o Amor fecundo chega a ser símbolo das realidades íntimas de Deus… de facto a capacidade que o casal tem de gerar é o caminho por onde de desenrola a história da salvação. Sob esta luz, a relação fecunda do casal torna-se imagem para descobrir e descrever o mistério de Deus… O Deus Trindade é comunhão de Amor; e a família, o seu reflexo vivente”. 

41 anos de consagração… um caminho cheio de tudo, sobretudo da graça de Deus que me vai concedendo o dom da fidelidade e alegria de O servir com simplicidade e dedicação. A Ele devo tudo: a vida, a vocação, o que tenho, o que sou e o que virei a ser… 

Sem pretender substituir-me à família, prossigo, dia a dia, animada pelo sentir do nosso Fundador (Venerável Pe Brás), um apóstolo incansável da Família, que afirmava: “Tudo o que se fizer a bem da Família, por pouco que seja, é grande”. A Família é indispensável para o equilíbrio dos indivíduos e da sociedade. Sem ela, a relação entre povos e indivíduos fica ameaçada, como defende o Pe Brás: «A grandeza ou a decadência da família acompanham sempre a grandeza ou a decadência dos povos». 

Mª da Conceição Gomes Vieira – Cooperadora da Família

 

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