PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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A família e as relações de vizinhança

A família e as relações de vizinhançaEste mês abordamos o tema da Família e as relações de vizinhança. Este é um tema muito atual e que nos ajuda a concretizar de que forma a fé atua pela caridade.

Na reflexão mensal partilhamos uma estória de família na qual muitos se reverão e que procura recordar o quão importante é estar atento às necessidades do outro e disponível para ajudar no que for necessário. Isto mesmo aprofundamos na rubrica catequese doméstica, que nos ajuda a refletir sobre o desafio que Cristo nos deixou de nos fazermos próximos uns dos outros.

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Uma prenda de Natal

Uma prenda de NatalHá várias hipóteses para uma prenda de Natal, mas certamente aquela que a todos toca é a generosidade de nos darmos aos outros.

Os catequistas bem sabem que, longe de se fomentar o consumismo, a preocupação é transmitir o maior valor cristão que é o amor, na generosidade do dar-se em tempo, em atenção, em carinho para com os mais desfavorecidos. E aqui referimo-nos não só aos mais desfavorecidos materialmente, mas também aos que estão em clara desvantagem de companhia e atenção: destacamos os idosos e os doentes, para quem uma hora leva o dobro ou o triplo da duração.

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NATAL - época de consumo ou de partilha?

NATAL - época de consumo ou de partilha?Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir" Lc 14, 29-31

O mundo actual regista a presença de algumas culturas de matiz religioso que não empenham o ser humano na comunhão, mas isolam-no na busca do bem-estar individual, limitando-se a satisfazer os seus anseios psicológicos. Caritas in Veritate nº 55

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A Família, lugar de acolhimento à Vida

A Família, lugar de acolhimento à VidaEste mês, em que celebramos o nascimento do nosso Salvador, Jesus, é ocasião propícia para recordar que toda a vida é um dom precioso, que é necessário acolher e cuidar! Perante este dom precioso, Deus chama-nos a crescer e multiplicar-nos, cooperando no Seu plano criador. Só na relação entre homem e mulher é possível este bem: é na relação entre diferentes que se gera a vida. A complementaridade, necessária à procriação, é também um bem fundamental ao longo da vida, e está patente na Família, onde que se encontram a criança, o jovem, o adulto e o idoso. O convívio intergeracional que a família proporciona ajuda-nos a reconhecer o caráter intergeracional da vida humana e a compreender que todos têm os seus dons específicos e que devem ser amados na sua unicidade. Assim, acolher a vida é também acolher o outro, partilhando as suas descobertas, a sua sabedoria e o seu caminho de fé.

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O regresso à terra

O regresso à terraEstão feitas as colheitas e prepara-se a terra para uma nova época. É o renovar constante de uma prática produtiva. É um trabalho que nunca está terminado e precisa de ser reiniciado todos os anos. Assim é o fator produtivo; assim é o crescimento em família, numa sementeira diária, num trabalho constante e que se renova na alegria do contributo de todos.

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O Trabalho e a Família

O Trabalho e a FamíliaA Sagrada Família trabalhava: segundo a Sagrada Escritura, José era carpinteiro (Mt 13, 55); Maria, segundo a cultura da época, ocupava-se dos trabalhos da casa e da educação de Jesus; Jesus deverá ter aprendido de seu pai a profissão de carpinteiro na oficina de Nazaré. Atentar neste facto pode ajudar-nos a perceber que o trabalho é realidade integrante da vida familiar e que se reveste de grande importância e dignidade, pois doa-nos a capacidade de nos mantermos, a nós e à nossa família, e permite-nos participar na ação criadora de Deus.

Porém, conciliar o trabalho e a família pode ser um desafio exigente!

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A família e o descanso

A família e o descansoPara a maior parte das famílias, Setembro é tempo de regresso ao trabalho e à escola. Contudo, permanece na nossa memória a recordação do tempo de férias e do tão desejado descanso, essencial para a vida do Homem. O descanso é tão importante que o redator do livro do Génesis sentiu mesmo necessidade de o identificar com uma das principais criações de Deus (cf Gn 2, 2-3). É tão importante, que Jesus convidava os seus discípulos a retirar-se para orar e descansar. A referência ao descanso na Bíblia não é apenas para alívio do cansaço físico, mas sobretudo para rejuvenescimento espiritual. Jesus convida-nos a aproximar-nos dele para aliviar o nosso cansaço: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. " (cf Mt 11,29) O descanso que Jesus nos oferece prepara-nos para entrar no repouso de Deus, que nos foi prometido (cf Hb 4,10).

As férias são o tempo favorável ao descanso, são a pausa necessária para aliviar o cansaço físico e ganhar energia. Mas também são tempo de serenar o coração, procurar estar em paz consigo mesmo e com os outros. Mais do que tempo de fazer, as férias são tempo para estar. São tempo de amar e ser amado e, sobretudo, tempo de Deus, que não pode ser afastado das nossas férias! Devemos fazer férias com Deus, não férias de Deus.

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"Deixo-vos a Minha Paz"

Naquele domingo foi a avó que lançou a confusão, lendo e questionando a seguinte passagem do evangelho "Pensais que eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão." (Lc 12, 50). Porque diz Jesus estas palavras tão duras?

Em família, como na sociedade, há sempre alguma divergência de opiniões e de convicções. Também em família, sabemos bem que alguns podem aceitar Jesus, aceitar seguir o Seu Caminho, Verdade e Vida, enquanto outros Lhe são indiferentes ou não aceitam mesmo a verdade da Pessoa de Jesus Cristo, nem vivem em conformidade com ela, criando, assim, conflitos e divisões. Porém, é em Igreja que aprendemos a avaliar, a saber distinguir o Bem do Mal, a identificar a Palavra de Deus como um meio sempre atual para a nossa conversão.

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