PASTORAL DA FAMÍLIA

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Fazer festa com Deus

Fazer festa com DeusAs crianças sabem bem explorar as fraquezas, ou as “facilidades” dos adultos no que diz respeito à condescendência aos seus caprichos. Elas até adivinham o que realmente é tido como intransponível por cada um dos adultos com quem convivem, mesmo que não o digam.

Ensinar a fazer “Festa com Deus” não será fácil, se apenas for seguido o caminho teórico, sem uma prática coerente e edificante. Daí que tantos pais, padrinhos e catequistas se sintam incapazes de despertar o interesse dos mais novos para uma bela “festa” do domingo, do trabalho e da vida.

Nesta relação de filhos de Deus, o que realmente conta será a forma como dialogamos com Ele: a forma como rezamos, como nos colocamos na sua intimidade, como escutamos a sua Palavra e sobretudo como anunciamos o seu Amor. Em Jesus temos toda uma profunda explicação do que é, e deve ser, essa relação. E se estivermos atentos e de coração aberto, é com Jesus que fazemos a experiência de Deus que é Pai; e neste caminho entendemos e vivemos melhor a paternidade e maternidade humanas.

Deus preocupa-se connosco e quer ser amado por nós? O que conta verdadeiramente para Deus? Assumimos em Deus um Pai para nós? Estas e outras questões são levantadas a todo o momento acerca da consciência do cristão e tal consciência começa a formar-se na fase de crianças e depois como jovens e adolescentes, sem que alguma vez se dê por concluída.

Há alguns dias atrás celebrámos a Festa da Apresentação do Senhor – excelente oportunidade para fazer festa com os que não se reconhecem filhos de Deus, porque a eles ainda não lhes foi dado esse testemunho de alegria. Quem não se regozija com o seu filho recém-nascido? Quem não faz festa anunciando “ao mundo” que nasceu um bebé, fruto do amor de um pai e de uma mãe? Pois é preciso dar esse testemunho e fazer festa.

Dentro de algumas semanas, mais concretamente no dia 25 de Março, celebraremos o “dia da criança concebida”, outro momento para fazer “festa com Deus”, agradecendo o dom da vida que está para nascer, mas que já se sente e faz parte dessa mãe que será por isso mesmo abençoada na Igreja.

Quando cada pai e cada mãe olhar para a sua própria vida no sentido de avaliar as experiências mais marcantes, certamente reconhecerá que há duas que são fundamentais no seio de uma família e no reflexo para a sociedade: a de ser filho/a e a de ser pai ou mãe.

Ser filho e ser pai, ser filha e ser mãe não é uma conquista individual, é antes um dom recebido, pelo amor transmitido, pela aprendizagem de fazer festa e de celebrar o amor do Pai em nós. Claro que esse reconhecimento do dom recebido é o reflexo de uma educação com exigência, mas com amor construtivo para a aquisição das competências necessárias para viver esse amor em cada momento e com ele fazer “festa”, aberta aos que não seguem o mesmo caminho.

Difícil? Só se não nos desinstalarmos e não quisermos chamar os outros para a nossa “festa”, numa atitude de evangelização, já que recebemos a “luz de Cristo” e com ela ganhamos a esperança para prosseguir na vida com a coragem da fé.

Texto escrito por diác. JPauloRomero, publicado na rubrica Familiarmente do Jornal Voz da Verdade de 8 de Fevereiro de 2015

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