PASTORAL DA FAMÍLIA

PATRIARCADO DE LISBOA

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Fecundidade à força

Fecundidade à forçaAssumir a infertilidade no matrimónio é uma questão tão complexa quanto a impreparação dos esposos para assumir a não concretização de um desejo. O casal, que tem um projecto comum assente na confiança em Deus, sabe que as várias etapas da sua caminhada são sempre assistidas pelo Espírito Santo, Espírito Consolador e que dá Vida.

As Catequeses Preparatórias do VII Encontro Mundial das famílias levam-nos a assumir um compromisso para com a vida familiar e social, numa estreita ligação entre o amor conjugal e o trabalho.

 

Nos seus ensinamentos sobre o matrimónio e sobre a procriação, a Igreja diz-nos que o acto conjugal tem dois significados: unitivo e procriador. Um filho tem de ser fruto da entrega recíproca dos esposos, realizada no acto conjugal, em que ambos colaboram na obra do Amor Criador como servidores e não como donos.

O desejo de um filho é um requisito, do ponto de vista moral, para uma procriação humana responsável, pois expressa a vocação à maternidade e paternidade inerentes ao amor conjugal. E este desejo pode ainda ser mais forte se os esposos se vêem atormentados por uma esterilidade que parece incurável, muitas vezes causando uma ruptura com as bases morais da estrutura de cada um.

A Igreja defende a dignidade da procriação e da união conjugal e condena os promotores da fecundação "in vitro", quando na essência das suas posições está a destruição da ideia de família como comunidade de pai, mãe e filhos. Quando qualquer tipo de par procriador é tomado como admissível para "adquirir" um filho, com total desprezo pela lei natural das coisas, aí está um atentado ao dom da vida.

No entanto, o matrimónio não confere aos cônjuges o direito de terem um filho, mas apenas o direito de velar pelo seu cuidado e formação cristã. Os esposos que recorrem à fecundação "in vitro" ou ao novo processo, agora tão falado, das chamadas "barrigas de aluguer", esquecem que ter um filho não é um direito, mas sim um privilégio, na medida em que esse filho é uma oferta e um dom de Deus para o casal.

No seu discurso de 13 de Maio de 2006, o Santo Padre Bento XVI referiu: "... actualmente um tema mais delicado do que nunca é o respeito devido ao embrião humano, que deveria nascer sempre de um acto de amor e ser desde logo tratado como pessoa (cf. Evangelium Vitae, nº 60). Os progressos da ciência e da técnica alcançados no âmbito da bioética transformam-se em ameaças quando o homem perde o sentido dos seus limites e, a nível prático, pretende substituir-se a Deus Criador. A carta encíclica Humanae Vitae confirma com clarividência que a procriação humana deve ser sempre fruto do acto conjugal, com o seu duplo significado unitivo e procriador (cf. nº 12), como recordei na encíclica Deus Caritas Est."

Devemos assistir com amor todos os casais que experimentam o sofrimento de não poderem ter filhos. Por isso, a Igreja Católica é muito clara no que diz respeito a estes "métodos de fecundidade à força" e os casos particulares devem ser acompanhados por um conselheiro espiritual ou por um médico católico, que seja fiel ao Magistério da Igreja, ajudando o casal a discernir o que é correcto para a sua felicidade.

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